Teste de Depressão PHQ-9
Questionário validado cientificamente
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O que é hipnoterapia?
A hipnoterapia é o tratamento feito com o paciente em estado de hipnose que, por sua vez, é definido como um estado de consciência em vigília. Nesse momento, a camada subconsciente toma a frente, mas ninguém dorme, perde o controle ou sai da sessão sem lembrar do que ocorreu.
Estudos com ressonância magnética funcional demonstram que o córtex pré-frontal fica mais inibido e o sistema límbico mais ativo no estado de hipnose. Isso facilita o acesso e a reprogramação dos conteúdos do subconsciente como emoções, memórias, imaginação, hábitos e vícios. O subconsciente é a camada que regula as funções corporais como o sistema nervoso autônomo, o sistema endócrino e o sistema imunológico.
A resposta ao processo varia de pessoa para pessoa. Cerca de dois terços dos adultos entram em algum nível de transe, e por volta de 15% alcançam níveis profundos com facilidade. Essa diferença individual pesa no resultado do tratamento.
No Brasil, a técnica tem respaldo formal desde o fim dos anos 1990. O Conselho Federal de Medicina a considera um recurso legítimo dentro do trabalho médico, tanto para investigar quanto para tratar, desde que aplicada por quem tem formação para isso e dentro de limites éticos claros. Por isso, muitas doenças crônicas têm relação com problemas de saúde mental. Já a hipnose não significa ficar inconsciente ou perder o controle. Trata-se de estar relaxado e, ao mesmo tempo, focado, mais imaginativo, mais emotivo e mais sugestionável. O comando permanece com quem está sendo hipnotizado.
Qualquer sugestão que bata de frente com os valores ou com a vontade da pessoa é simplesmente recusada. O profissional conduz o percurso, não dirige a mente de ninguém.
Responder bem à hipnose nada tem a ver com ser influenciável. O que conta é a capacidade de se absorver em uma experiência interna. Essa característica se mantém razoavelmente estável ao longo da vida adulta, comportando-se mais como um traço do que como um humor passageiro.
O trabalho terapêutico atua sobre o significado emocional das lembranças. Nenhuma técnica hipnótica produz provas sobre o que aconteceu de fato, e a ciência da memória não autoriza esse uso.
Também pode ser usada para o alívio da dor que tem explicação fisiológica. A pesquisa indica que a analgesia obtida por hipnose não é simples distração. Há inibição ativa do sinal doloroso, com participação dos circuitos cerebrais que governam a atenção do paciente.
Como funciona a hipnoterapia?
Saber de antemão o que vai acontecer diminui a tensão de quem nunca passou pelo processo e melhora a adesão ao tratamento. Uma sessão bem conduzida costuma percorrer sete etapas.
Avaliação e escolha do alvo. Nada de indução antes de entender a queixa, o histórico e o diagnóstico. O objetivo precisa ser concreto o bastante para se saber, depois, se foi alcançado.
Esclarecimento e combinado. O paciente ouve o que vai acontecer, o que costuma sentir e o que pode fazer a qualquer momento. Essa conversa desarma o medo e melhora a cooperação.
Indução e aprofundamento. Recursos de linguagem e de foco levam o corpo ao relaxamento sem tirar a atenção do processo. A noção de tempo costuma se alterar, e as sensações corporais mudam de peso.
Trabalho terapêutico. Aqui entra a técnica escolhida para aquele caso específico. O terapeuta lê a resposta emocional e regula o ritmo conforme ela aparece.
Consolidação. Sugestões de reforço fixam o padrão novo e deixam recursos que a pessoa consegue acionar sozinha depois.
Retorno e conversa final. A saída do estado é gradual, seguida da elaboração do que emergiu e do que aquilo diz sobre a queixa inicial.
Tarefas e revisão. Exercícios entre os encontros, auto-hipnose quando indicada, e reavaliação periódica do que está ou não avançando.
Cada encontro costuma durar de 50 a 90 minutos. A quantidade de sessões varia conforme o quadro, o tempo de sofrimento e a existência de outras condições associadas.
Independentemente da técnica, o objetivo é enfraquecer padrões subconscientes disfuncionais que costumam ser a causa psicológica dos problemas emocionais. Para isso, podem ser usadas técnicas como regressão, gestalt, EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular) e terapia cognitiva.
Regressão:Técnica de Hipnose
Para entender melhor sobre hipnoterapia, o que é e quais são os efeitos dela, descubra mais sobre regressão. Essa é a técnica mais frequentemente associada com hipnose hoje em dia.
De fato, bem utilizada, ela pode ser muito poderosa e eficaz no tratamento de diversos problemas.
Em aplicações tradicionais como parar de fumar, controle de peso e queixas psicossomáticas, o volume de estudos é pequeno, e o que falta é pesquisa, não resultado. Essa distinção precisa estar clara antes de qualquer início de tratamento, é o critério que orienta a indicação na Clínica Ór.
A regressão costuma usar a emoção ligada ao problema como uma ponte para levar até os primeiros eventos em que o indivíduo a sentiu. É comum encontrar eventos anteriores à idade escolar, dos quais a pessoa não se recordava conscientemente, e outros que ela lembrava, mas aos quais atribuía pouca importância.
Então, use-se técnicas de ressignificação e dessensibilização desses eventos iniciais. Mesmo que isso seja feito apenas mentalmente, essa ressignificação é muito poderosa, pois quase não há diferença entre um evento real ou imaginário para o subconsciente. Então, é quase como se o que foi imaginado durante uma sessão tivesse ocorrido. Isso permite neutralizar os efeitos negativos desses eventos na mente e no comportamento da pessoa.
A programação subconsciente do indivíduo é alterada para uma mais saudável. Entretanto, por mais poderosa que seja a regressão, técnicas como gestalt, PNL (Programação Neurolinguística), terapia cognitiva e EMDR podem e devem ser usadas tanto para a dessensibilização dos eventos durante a regressão quanto de maneira educada.
Hipnose para depressão
Após saber mais sobre hipnoterapia, o que é e como funciona, é hora de entender como a hipnose para depressão pode ser aplicada. A hipnose clínica serve para solucionar problemas psiquiátricos e psicológicos ligados a emoções, hábitos disfuncionais e crenças.
Por isso, ela é usada como um dos tratamentos para depressão. Há estudos científicos que indicam a eficácia desse método.
Um artigo de autoria de Simone Youssef, originalmente intitulado Is Hypnotherapy an Effective Treatment for Depression , de 2013, aponta essa constatação. Segundo o texto, “Depois de revisar dois estudos clínicos randomizados, os resultados demonstram que a hipnoterapia é eficaz para tratar a depressão.
Os estudos também revelaram que a hipnoterapia é mais eficaz em tratar a depressão do que os antidepressivos e a terapia cognitivo-comportamental”. Estudos também apontam a eficácia da hipnoterapia para o tratamento de outras patologias e distúrbios, como fibromialgia, tabagismo, dependência química, TOC, insônia, obesidade, bruxismo, baixa autoestima e irritabilidade. Essa releitura ajuda a entender por que o mesmo recurso atravessa áreas tão distantes entre si, da gastroenterologia à psiquiatria.
Perguntas frequentes (FAQ):
☞ Hipnose funciona ou é efeito placebo? Exames de imagem registram mudanças mensuráveis na atividade cerebral durante o transe, sobretudo em áreas ligadas à atenção e ao processamento da dor. O tamanho do efeito depende da indicação e da técnica empregada.
☞ Vou perder a consciência ou o controle? Não. A pessoa permanece desperta, com a atenção concentrada, e pode encerrar a sessão quando quiser.
☞ Quantas sessões são necessárias? Varia conforme o quadro e o tempo de evolução. Objetivos delimitados respondem em poucos encontros, e histórias longas pedem um processo mais extenso, com metas revisadas ao longo do caminho.
☞ Existe gente que não é hipnotizável? A profundidade da resposta varia, e parte das pessoas alcança níveis leves. A pesquisa recente sobre neuromodulação nasceu justamente da tentativa de abrir o tratamento para esse grupo.
☞ A hipnoterapia substitui o antidepressivo? Não por decisão do paciente. Qualquer ajuste de medicação é uma conduta médica, tomada a partir da evolução do caso.
☞ Existe risco? Aplicada por profissional habilitado e com indicação correta, o risco é baixo. A atenção se concentra nas contra indicações e no manejo de conteúdos emocionais intensos que possam emergir.
☞ Funciona à distância? Programas remotos e digitais já passaram por ensaios randomizados com centenas de participantes e mostraram benefício, o que sustenta o formato para parte das indicações.
Psiquiatra Especialista em Depressão
Hipnoterapia é uma ferramenta dentro de um plano, não tratamento isolado. O que determina o resultado é o que vem antes dela: Diagnóstico correto, leitura cuidadosa do histórico e decisão sobre qual recurso deve entrar primeiro.
Na Clínica Ór, essa avaliação fica a cargo do médico psiquiatra Ivan Barenboim, que utiliza a hipnoterapia como uma das ferramentas do trabalho psicoterápico, articulada ao acompanhamento psiquiátrico quando o quadro pede.
Gostou do conteúdo? Confira a análise do Dr. Ivan Barenboim sobre o uso da hipnose e da hipnoterapia no tratamento da depressão. Assista ao vídeo completo.
Aviso. Material com finalidade informativa, que não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento individualizado.
